A sabedoria do sentir

Caminhando sozinho

Oh, a vida.
A vida é uma grande caixinha de surpresas e a maior surpresa que ganhamos todos os dias e, que muitas vezes não aproveitamos, é a surpresa de viver.
Quão maravilhoso é poder errar e acertar, poder cair e levantar e tudo se refazer a cada manhã, os sentimentos, as memórias, as fadigas. A maneira que os dias vão passando, tudo vai se esquecendo, se refazendo, até chegar em outro lugar, completamente diferente em qual você estava antes. Há surpresas que realmente não são fáceis e bem difíceis de se acostumar, como na chegada de mais um herdeiro na sua grande família, ou a perda de um herdeiro na sua pequena família. Durante menos de um século que nos é permitido viver e, é difícil se acostumar com todas as oscilações da vida.
A melhor maneira de viver é saber aceitar essas surpresas. Viemos pra essa vida com diversos prazos determinados, e a medida que vamos aprendendo a lidar com eles, mais perto vai chegando de nosso amadurecimento. Amadurecimento esse que só acontece após grandes quedas, dores e misto de sentimentos.
É muito difícil lidar com os nossos sentimentos e talvez essa seja a maior dificuldade da vida, sentir. Tem gente que sente pouco, outros sentem demais. É possível sentir na medida certa se a vida nos cobra uma intensidade tão grande?  É necessário ser intenso, mas também, é preciso viver na medida. Será possível controlar nossos sentimentos? Quem sabe a grande surpresa da vida não está nesse contexto: na sabedoria do sentir.
Por tanto, viva, sinta e se surpreenda com esse grande mundo. E principalmente, não deixe de observar todos os dias as pessoas que cruzam seu caminhos.

 

Na imaginação…

-“História?”
Eu sempre amei história, amava saber como as guerras haviam iniciado e por que grandes civilizações foram criadas. Eu o olhava e o comparava com Narciso, nem Hércules, muito menos Zeus… Aquele cara era Narciso, por que internamente não havia ninguém mais belo que ele, saudosista que ele e narciso – esse também poderia ser seu defeito.
A barba dele era a coisa mais incendiante do mundo. Era apenas meu olhar aterrizar naquela boca coberta de pelos que meus pensamentos iam longe.
Ele era tão interessante que vou me permitir mudar o deus grego que ele se assimila, talvez, a versão masculina de Atenas, com o charme de Afrodite e a firmeza de Zeus. Seu nome deveria ser Afroteneus, pela mistura de todos esses deuses.
Suas roupas pareciam tão formais, mas dentro daqueles trajes eu só imagino que exista um meninão, cheio de adrenalina que é obrigado a viver a margem da sociedade que o tornou um professor, mas não o fez ser tão feliz quanto merece. Talvez ele seja feliz sem mim ou talvez seja apenas um delírio que a minha aventura interna acenderia ainda mais o fogo mental que ele me mostrou.
Fico boba quando penso nele.
Fico pensando em como recompensa-lo pela gentileza, que até hoje fico anestesiada quando vejo que foi feita pensando em mim.
Logo, resolvi eterniza-lo também num pedaço de pensamento e
quem sabe,
um dia,
ele perceba que esse texto é todo
ele
e
venha,
por um delírio me dar um belo
olá
novamente.

Quando a mudança se faz necessária

Ela bateu a porta do carro, pisou no acelerador e foi em toda a velocidade pela Avenida Paulista. Já eram quase quatro horas da manhã, mas o coração dela não podia esperar e decidiu que seria ali e agora a sua mudança.
Desde cedo maquinava em sua cabeça uma forma de deixar de amar aquele em que se dedicou por toda a vida. Ela estava quase com 30 e achava que era hora de mudar, pediu demissão do seu emprego de bancaria, no qual lhe rendia boas preocupações e nenhuma diversão e principalmente, decidiu deixar pra trás aquele que já não a amava mais. Ela descobrira a uma semana atrás que o seu marido tinha um caso com a vizinha do 409; ela era loira, alta, bonita, cursava moda e tinha 22 anos.
Ela era uma mulher mais nova.
Quando ela se deparou com isso seu ego foi ferido e desde então percebeu o que não tinha conseguido ver ainda. Ela estava ficando velha.
A tempos ela não ia num salão de beleza fazer as unhas ou os cabelos, mantinha sempre os cabelos presos e as unhas num tom da mesma cor da pele. Sua vaidade ia embora a maneira que passava os finais de semana e seu marido ia jogar futebol com os amigos lá para as onze da noite e só voltava no meio da madrugada ou de manhã.
Em seu trabalho já não fazia gosto de agradar o chefe, ou tratar bem os seus clientes. Estava sem humor e sempre dava uma desculpa aos convites dos amigos para ir sair após o trabalho.
Sua vida não ia bem, seu lado espiritual não ia bem e um belo dia, após uma briga com seu marido, ela foi.. largou tudo que lhe prendia a quela casa, aquela vida.
Naquele dia, ela dirigiu tanto que virou a noite dirigindo, com lágrimas nos olhos e com o coração livre. Ela se sentia liberta de tudo que lhe aprisionava. A sua idade, nessa altura da longa estrada que já tinha percorrido em quanto era noite, não fazia mais diferença. Dentro dela existia uma menininha de 18 anos recém completados louca pra conhecer a vida; e assim ela foi.
A uma coisa que ela precisou foi uma dose de loucura e coragem pra quebrar todos os paradigmas e seguir em frente, mudar sua vida.
Soube esses dias, que ela casou-se novamente e estava esperando sua primeira filha, feliz e realizada aos quase 40. A vida realmente é uma grande caixa de surpresas e as vezes, tudo o que precisamos é de um pouco de coragem pra largar tudo e ser feliz.

 

A mudança é sempre necessária.
Seja você a mudança que você necessita!!

” Mudança acontece quando a dor de mudar é menor do que a dor de permanecer o mesmo.”

blogosfera_footer

Por que assistir Game of Thrones?

game of thronesQuem nunca ouviu falar de Game of Thrones, que atire a primeira pedra.
Essa série maravilhosa da HBO está arrastando milhares de fãs desde 2011, o ano que estreou a 1° temporada e até hoje está trazendo vários seguidores que amam e odeiam a série.
ODEIAM???? Como assim?
Bom gente, a série roda em torno de várias “casas” que lutam pelo trono de ferro, dentre elas tem os Lannisters, os Starks, os Targaryens, entre outros. E nessas idas e vindas de todas as casas, há várias guerras e principalmente várias mortes. E a parte de odiar vem aí… Sempre nos filmes e séries convencionais os principais sempre tem o final feliz, mas não em Game of Thrones.

Casas-Game-of-Thrones-CinescopioTV-700x357

Esse serie foi baseada na serie de livros “As Crônicas de Gelo e Fogo” escrito por George R. R. Martin. Ao todo são sete livros, porém dois ainda não foram terminados e uma das respostas que ele dá para a razão de seus livros serem tão intensos e cativantes, que mesmo você odiando você não conseguir parar de ver é: “Quero que meus leitores tenham medo de saber o que acontece quando vira a página de cada livro.” Ou seja, ou você ama, ou você odeia.
E esse sentimento de odiar é o que prende eu e milhões de espectadores dessa linda e magnífica série.
Tão enigmática e forte, uma história única e que se não te prender até a ultima temporada, tenha certeza que você não tá prestando atenção direito!! hahaha
Agora, na minha opinião, Game of Thrones é a melhor série que eu já assisti.

A 6° temporada estréia dia 24 de abril na HBO, então apressem-se e assistam as primeiras 5, desde já pra estarmos em dia no dia 24!

tumblr_mpiiyolLvS1snftoqo2_r1_1280-580x248

(Créditos de imagem: google images) 

A iludida.

Tudo começou em abril.
Você abriu os meus olhos e partiu, partiu com uma vontade de ir, que eu sempre apegada a vida, nunca tive.
Você teve muito tempo pra pensar se isso era o certo a se fazer, mas por fim decidiu me abandonar.
Me abandonou e eu aqui fiquei, nua no tapete da sala, aquele que escolhemos juntos.
Juntando meus caquinhos aqui fiquei, aguardando sua volta.
Volta, será que você volta?
“Eu espero que esse silêncio seja um sim.”

Como ser roubado na páscoa

image

Olá, galerinhaaaa!!
Eu sei, eu sei que estou sumida e muitos não se lembravam da existência dessa desfocadinha aqui, porém vim aqui dizer que estou de volta!
Arruma um tempo dali, pega inspiração daqui e acabei voltando.
Quero dar boas vindas aos novos seguidores e bem vindo de volta aos antigos e dizer que pretendo estar aqui sempre com cada blog que sigo e amo de paixão.
Agooooooora, vamos ao que interessa: post novo.

Meados de fevereiro (quase final) e já já a pascoa tá ai.. Pascoa sinônimo de ressureição de Cristo e chocolate, o bom e velho chocolate. Sempre queremos presentear os nossos entes queridos e pessoas que amamos, porém como assim um ovo tá com o preço surreal de R$50,00, R$75,00? Juro que tive que sentar respirar fundo e reclamar com os meus botões e com todo o meu facebook esse “roubo” que tá acontecendo em 2016, mas será que isso adianta?
Obvio que não.
Sabe o que vai mudar esse preço absurdo? A nossa atitude!
Como uma pessoa reclama absurdamente no facebook que o Alpino de 700g está custando 70 REAIS e na outra semana está lá, na fila das lojas americanas levando o ovo de 700g de 70 reais e de brinde ainda leva um kinder ovo? Alguém, por favor, me diz o que uma pessoa assim pensa, mas sabe o que me deixa mais indignada? Não é só uma pessoa, é a maioria dos brasileiros… Reclamam e mesmo assim, insistem em dominar a fila dos mercados e lojinhas cheios de ovos e barras de chocolate.
Crise? Isso nunca existe pra quem adora reclamar no facebook, mas na hora de fazer, na hora de deixar os grandes feitores de chocolate do Brasil pobres e não comprarem os seus produtos que são feitos muitas vezes por trabalho escravo infantil, isso ai, galerinha, trabalho infantil. Muitas crianças são isoladas e tem que trabalhar de 80 a 100 horas por semana para colher e plantar o cacau tão querido de todos nós, pra quem quiser saber mais tem um documentário chamado “O lado negro do chocolate” a respeito disso. Quero muito que todos vocês se lembrem de que quem faz uma empresa rica, quem pode demitir todos os funcionários e acabar com todo o trabalho escravo e, principalmente, com esse preço totalmente ABUSIVO, somos nós
Os consumidores.

Boa noite, bom final de semana e boas vindas!!!

Aquela paixão em cada esquina

Numa tarde nublada de quinta feira… Ele apareceu.
1.78, cabelo grande e apressado, corria que nem uma lebre frenética pra não perder sua última aula de cálculo antes da prova.  Ele era tão atrapalhado que às vezes até o nome esquecia. Carlos, Daniel, Frederico… Até hoje não me lembro do nome dele, mas adorava o observar (e rir) de longe, pois nunca havia criado coragem para me aproximar dele.
Nos dias frios, ele usava um casaco de camurça verde, extremamente brega, mas quem poderia ligar? Nele a breguisse até ficara um charme.

Até que em um dia, como sempre, ele estava tão apressado que deixou os livros caírem num chão cheio de lama, e quando estava tentando se livrar de todo aquele barro marrom, seus óculos caíram e ali o vi extremamente puto. Soltou em alto e bom som, meu palavrão predileto: – “Puta que pariu.”
Não me aguentei sentada em meu banquinho e fui obrigada a ajuda-lo.
– “Calma, calma, que eu te ajudo.” Disse e me abaixei, peguei uns lenços umedecidos para ajuda-lo a limpar seus cadernos.
Enquanto lhe ajudava, discretamente, levantei a cabeça e olhei rapidamente em seus olhos e percebi que seus olhos na verdade eram verdes, eles ficavam tão escondidos atrás daquele seu óculos quadrado fundo de garrafa, que eu não havia percebido ainda. Assim que acabamos de limpar os livros, ele me agradeceu com toda sua gratidão e disse: “Foi um prazer te co-conhecer.”
Ele era gago e eu sorri ao escutar aquela saudação. Respondi com um simples “por nada” e quando tentei dizer algo a mais, ele já tinha ido embora.
Uma amiga me contou que ele havia vindo de Minas e achava que por essa razão ele não se enturmava com ninguém, segundo ela, ele sentia falta de sua terra, mas ela achou tudo isso baboseira. Ele só precisava de um amigo.

Fiquei um tempo sem vê-lo e por todos os dias, quando passava ao lado da poça de lama, em que havia o conhecido, me lembrava dele e me perguntava por onde aquele menino de olhos verdes andaria, será que ele havia voltado para Minas? Será que ele largou os estudos? Tudo que eu realmente queria era rever aquele menino estabanado…

Logo meu semestre acabara e eu não havia o visto novamente, pensava naqueles cabelos longos por todos os dias após aquele episódio com todo o pensamento positivo do mundo almejando revê-lo e, infelizmente, não obtive sucesso.
Aquele menino vivera em minha mente e todos os dias, ao passar naquele banco, lembrar-me-ei de toda aquela timidez, que apenas eu entenderia e permanecerá sempre em minha imaginação.

Procura-se: poetas pensantes.

wpid-img_20151107_230640.jpg

” Eu odeio conversas curtas.
Quero conversar sobre átomos, a morte, aliens, sexo, magia, inteligência, o significado da vida, as galáxias distantes, as mentiras que você disse, suas falhas, seus aromas favoritos, sua infância, o que te mantém acordado a noite, sua inseguranças e medos..
Eu gosto de gente com profundidade, que fala com emoção de uma mente confusa.
Não quero saber de “e aí”.”

Esses dias estava eu, passeando pelo meu twitter e achei essa foto com esses belos dizeres e essa imagem mexeu tanto com o meu coração e me fez sentir falta de quando eu tinha amigos que realmente “pensavam”. Em um passado, não muito distante, todos os meus amigos tinham esse quê de querer saber da onde a vieram e pra onde elas iriam, e hoje eu percebo que todas as minhas conversas giram em torno de “e ai?” e quando a maré tá realmente braba, os ciclanos/as ainda me pergunta “e os namoradinhos?”

Queria realmente saber aonde as pessoas de classe, fibra e pensamento estão.
Ultimamente, com o fim de uma longa relação na minha vida, acabei estagnando. Os amigos que tinham, já se foram e os amigos que vem, são todos assim… vagos.
São poucos que ainda conversam sobre coisas profundas e ocultas; e eu conto nos dedos de minha mão esquerda.

Ultimamente, com o século XXI, a cada dia mais evoluído e moderno, as coisas passaram a ser extremamente mais fáceis e aquela conversa gostosa sobre Plutão tá a cada dia mais longe.
Pensando nesses dizeres e refletindo sobre esse desabafo, estava eu no médico, quando encontrei um senhor, de mais ou menos 70/80 anos, que me supriu toda essa necessidade de profundidade em uma conversa, quando me contou quase de todas as suas aventuras pela vida, enquanto trabalhava e lutava pra um futuro melhor para sua família e filhos. Disse ele gostar e ter visto todos os filmes da Carmem Miranda quando pequeno e que admirava muito o James Dean.
Não sei se tudo que ele me contou era realmente verdade, mas o brilho no olho daquele homem, ao lembrar das lembranças do passado me trouxe novamente a vontade de ter essas conversas profundas com alguém profundo.
Portanto, abro as vagas para os/as poetas pensantes! Quem se habilita?

Ways

A vida passava
O trem corria
As flores já estavam murchas
O inverno já estava se pondo e as ruas já completamente sem neve.
Todos os dias, assim que acordava as 4:55 da manhã, o sol ainda não saíra e se sentia sozinha.
Tudo que ela tinha era saudades.
E vontade de ir até seu amado, que por consequências da vida, a largou para se encontrar com outra e nunca retornou para ela. 
Ainda sim, vivia essa a omissão mais verdadeira de sua vida. 
Nunca soube bem o que fazer,
— pois sempre preferiu sofrer a não sentir nada.